terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Comentário Final

No que diz respeito ao capítulo 17 do livro de Goleman, "Aliados Biológicos", as abordagens dos diferentes grupos foi bastante consensual, ainda que complementar. Todos referiram a importância das redes sociais nos diferentes estádios de desenvolvimento humano, e as interdependências das diferentes gerações entre si. Como exemplo, podemos referir que os extremos da pirâmide etária se tocam, já que muitas vezes idosos e crianças interagem de forma especialmente intensa em determinados momentos da vida, com benefícios mútuos.

Os E-Webers referem a questão da educação para o optimismo e da importância das instituições em que as crianças são educadas, e em que passam a maior parte do seu dia, e os Sleplesse e-Learners falam das comunidades virtuais que se geram em torno de jogos de computador, em certos casos, altamente nocivos para o desenvolvimento individual e social dos jovens. A solidão anda de mãos dadas com o crescente acesso às tecnologias e à Internet de banda larga.

No que se refere à questão do conflito nas relações a dois, todos os grupos parecem concordar que este é um elemento normal na vida dos casais, excepto quando se torna numa situação recorrente, que gera mau estar na vida em comum, e nas pessoas individualmente consideradas.

As mulheres e os idosos estão especialmente expostos aos efeitos nocivos de relações desequilibradas e marcadas pelo conflito permanente, e, muitas vezes, a ruptura é a única solução possível. Os filhos podem ser apanhados no meio do turbilhão emocional, funcionando simultaneamente como aliados de um e outro elemento do casal, o que acaba por ter um efeito de envolvimento não desejável. As discussões repetidas resultam em danos cumulativos, referem os E-Webers, e estes afectam directamente a saída dos envolvidos.

Outra fonte de stress diz respeito às interacções a que os seres humanos se expõe no seu dia a dia, e em especial no contexto profissional. Os profissionais da área da saúde, por exemplo, são obrigados a encontrar formas de lidar com elevados níveis de stress ocupacional, e os Avatar's do E-Learning referem o Coping como possível solução.

Os Sleepless e-Learners referem a importância da relação interpessoal no seu estádio mais próximo, marcada pelo contacto físico, que desde cedo reforça a auto-estima e auto-confiança do ser humano.

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Relativamente ao capítulo “Tratar a pessoa”, foi de comum acordo entre nós e os “sleepless e-learners” que, sobretudo no ramo da medicina, prestar atenção à pessoa é tão importante como estabelecer um diagnóstico correcto. É dispensável acrescentar ao sofrimento físico do paciente, o sofrimento emocional resultante da insensibilidade médica. A capacidade de diagnosticar correctamente deve ser um dado
adquirido a par de uma medicina centrada no doente, na pessoa concreta. Tal facto, como referem os “sleepless e-learners”, “deveria ser algo tido como natural e inerente à nossa condição humana e não algo imposto”. Por outro lado, há que fornecer apoio aos prestadores de cuidados, aos que se dedicam a apoiar os outros, de forma a prevenir a “fadiga da compaixão”. Classes profissionais como a dos
professores, médicos e forças policiais revelam índices cada vez maiores de depressões e suicídios, fenómenos que podem ser combatidos se houver interajuda entre os colegas de trabalho ou constituindo-se grupos de apoio (onde se partilham experiências e se trocam conselhos).

Igualmente de acordo estivemos relativamente ao facto de a atenção e o cuidado requerido pelo ser humano não deverem ser subjugados a uma visão tecnicista ou economicista, que se refugia na impessoalidade da tecnologia ou que visualiza as pessoas enquanto meros números. Ainda que alguém, no anonimato tenha referido que “creio que a nossa situação ainda não é comparável com a norte-americana, e isto mesmo perante a constante ameaça de falência da nossa segurança social”, nunca é demais frisar o exemplo norte-americano para que o "ainda" não se torne o "agora".

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