No que diz respeito ao capítulo 17 do livro de Goleman, "Aliados Biológicos", as abordagens dos diferentes grupos foi bastante consensual, ainda que complementar. Todos referiram a importância das redes sociais nos diferentes estádios de desenvolvimento humano, e as interdependências das diferentes gerações entre si. Como exemplo, podemos referir que os extremos da pirâmide etária se tocam, já que muitas vezes idosos e crianças interagem de forma especialmente intensa em determinados momentos da vida, com benefícios mútuos.
Os E-Webers referem a questão da educação para o optimismo e da importância das instituições em que as crianças são educadas, e em que passam a maior parte do seu dia, e os Sleplesse e-Learners falam das comunidades virtuais que se geram em torno de jogos de computador, em certos casos, altamente nocivos para o desenvolvimento individual e social dos jovens. A solidão anda de mãos dadas com o crescente acesso às tecnologias e à Internet de banda larga.
No que se refere à questão do conflito nas relações a dois, todos os grupos parecem concordar que este é um elemento normal na vida dos casais, excepto quando se torna numa situação recorrente, que gera mau estar na vida em comum, e nas pessoas individualmente consideradas.
As mulheres e os idosos estão especialmente expostos aos efeitos nocivos de relações desequilibradas e marcadas pelo conflito permanente, e, muitas vezes, a ruptura é a única solução possível. Os filhos podem ser apanhados no meio do turbilhão emocional, funcionando simultaneamente como aliados de um e outro elemento do casal, o que acaba por ter um efeito de envolvimento não desejável. As discussões repetidas resultam em danos cumulativos, referem os E-Webers, e estes afectam directamente a saída dos envolvidos.
Outra fonte de stress diz respeito às interacções a que os seres humanos se expõe no seu dia a dia, e em especial no contexto profissional. Os profissionais da área da saúde, por exemplo, são obrigados a encontrar formas de lidar com elevados níveis de stress ocupacional, e os Avatar's do E-Learning referem o Coping como possível solução.
Os Sleepless e-Learners referem a importância da relação interpessoal no seu estádio mais próximo, marcada pelo contacto físico, que desde cedo reforça a auto-estima e auto-confiança do ser humano.
* * *
Relativamente ao capítulo “Tratar a pessoa”, foi de comum acordo entre nós e os “sleepless e-learners” que, sobretudo no ramo da medicina, prestar atenção à pessoa é tão importante como estabelecer um diagnóstico correcto. É dispensável acrescentar ao sofrimento físico do paciente, o sofrimento emocional resultante da insensibilidade médica. A capacidade de diagnosticar correctamente deve ser um dado
adquirido a par de uma medicina centrada no doente, na pessoa concreta. Tal facto, como referem os “sleepless e-learners”, “deveria ser algo tido como natural e inerente à nossa condição humana e não algo imposto”. Por outro lado, há que fornecer apoio aos prestadores de cuidados, aos que se dedicam a apoiar os outros, de forma a prevenir a “fadiga da compaixão”. Classes profissionais como a dos
professores, médicos e forças policiais revelam índices cada vez maiores de depressões e suicídios, fenómenos que podem ser combatidos se houver interajuda entre os colegas de trabalho ou constituindo-se grupos de apoio (onde se partilham experiências e se trocam conselhos).
Igualmente de acordo estivemos relativamente ao facto de a atenção e o cuidado requerido pelo ser humano não deverem ser subjugados a uma visão tecnicista ou economicista, que se refugia na impessoalidade da tecnologia ou que visualiza as pessoas enquanto meros números. Ainda que alguém, no anonimato tenha referido que “creio que a nossa situação ainda não é comparável com a norte-americana, e isto mesmo perante a constante ameaça de falência da nossa segurança social”, nunca é demais frisar o exemplo norte-americano para que o "ainda" não se torne o "agora".
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
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